A gestão escolar constitui uma dimensão importantíssima
da educação, uma vez que, por meio dela, observa-se a escola
e os problemas educacionais globalmente, e se busca abranger, pela visão estratégica e de conjunto, bem como pelas ações interligadas,tal como uma rede, os problemas que, de fato, funcionam de modo interdependente.

Bem-Vindos ao meu Blog!

Gostaria de agradecer a todos os que estão visitando este Blog.

Este Blog tem a cara de Educadores que buscam inovações, que acreditam na possibilidade de uma educação melhor.

Espero que gostem e que seja útil na sua prática educativa!

Até mais!

domingo, 24 de agosto de 2014

O papel e as atribuições do Coordenador Pedagógico

Dentro das inúmeras mudanças que ocorrem na sociedade atual, de ordem econômica, política, social, ideológica, a escola, como instituição de ensino e de práticas pedagógicas, enfrenta muitos desafios que comprometem a sua ação frente às exigências que surgem.Assim, os profissionais, que nela trabalham, precisam estar conscientes de que os alunos devem ter uma formação cada vez mais ampla, promovendo o desenvolvimento das capacidades desses sujeitos.

Para tanto, torna-se necessária a presença de um coordenador pedagógico consciente de seu papel, da importância de sua formação continuada e da equipe docente, além de manter a parceria entre pais, alunos, professores e direção.

Já segundo Clementi (apud Almeida), cabe ao coordenador "acompanhar o projeto pedagógico, formar professores, partilhar suas ações, também é importante que compreenda as reais relações dessa posição."
Partindo desse pressuposto, podem-se identificar as funções formadora, articuladora e transformadora do papel desse profissional no ambiente escolar.
Considerando a função formadora, o coordenador precisa programar as ações que viabilizem a formação do grupo do grupo para qualificação continuada desses sujeitos.Consequentemente, conduzindo mudanças dentro da sala de aula e na dinâmica da escola, produzindo impacto bastante produtivo e atingindo as necessidades presentes.
Assim, muitos formadores encontram na reflexão da ação, momentos riquíssimos para a formação. Isso acontece à medida que professores e coordenadores agem conjuntamente observando, discutindo e planejando, vencendo as dificuldades, expectativas e necessidades, requerendo momentos individuais e coletivos entre os membros do grupo, atingindo aos objetivos desejados.
As relações interpessoais permeiam a prática do coordenador que precisa articular as instâncias escola e família sabendo ouvir, olhar e falar a todos que buscam a sua atenção.
Conforme Almeida(2003), na formação docente, "é muito importante prestar atenção no outro, em seus saberes, dificuldades", sabendo reconhecer e conhecer essas necessidades propiciando subsídios necessários à atuação.Assim, a relação entre professor e coordenador, à medida que se estreita e ambos crescem em sentido prático e teórico(práxis), concebe a confiança, o respeito entre a equipe e faborece a constituição como pessoas.
Na parceria escola X família, esse profissional é requerido para estreitar esses laços e mantê-los em prol da formação efetiva dos educandos à medida que cada instância assuma seu papel social diante desse ato indispensável e intransponível.
Como ressalta Alves(apud Reis,2008) "homens que através de sua ação transformadora se transformam.É neste processo que os homens produzem conhecimentos, sejam oa mais singelos, sejam os mais sofisticados, sejam aqueles que resolvem um problema cotidiano, sejam os que criam teorias explicativas."
Assim, é papel do coordenador favorecer a construção de um ambiente democrático e participativo, onde se incentive a produção do conhecimento por parte da comunidade escolar, promovendo mudanças atitudinais, procedimentais e conceituais nos indivíduos.
Os órgãos colegiados são espaços que proporcionam essa formação à medida que a participação, o compromisso e o protagonismo de seus componentes, pais, alunos, professores, coordenação e direção, ocasionem transformações significativas nesse ambiente.Cabe ao coordenador atuar coletivamente e visualizar esses espaços como oportunidades para o desempenho das suas funções.
Apesar das inúmeras responsabilidades desse profissional já descritas e analisadas aqui, o coordenador pedagógico enfrenta outros conflitos no espaço escolar, tais como tarefas de ordem burocrática, disciplinar, organizacional.
Assumir esse cargo é sinônimo de enfrentamentos e atendimentos diários a pais, funcionários, professores, além da responsabilidade de incentivo a promoção do projeto pedagógico, necessidade de manter a própria formação, independente da instituição e de cursos específicos, correndo o perigo de cair no desânimo e comodismo e fatores de ordem pessoal que podem interferir em sua prática.
Muitas vezes, a escola e o coordenador se questionam quanto à necessidade desse profissional e chegam à conclusão que esse sujeito pode promover significativas mudanças, pois esse trabalha com formação e informação dos docentes, principalmente.O espaço escolar é dinâmico e a reflexão é fundamental a superação de obstáculos, socialização de experiências e fortalecimento das relações interpessoais.
O coordenador pedagógico é peça fundamental no espaço escolar, pois busca integrar os envolvidos no processo ensino-aprendizagem mantendo as relações interpessoais de maneira saudável, valorizando a formação do professor e a sua, desenvolvendo habilidades para lidar com as diferenças com o objetivo de ajudar efetivamente na construção de uma educação de qualidade.

Referências:
ABREU,Luci C. de, BRUNO,Eliane B.G.O coordenador pedagógico e a questão do fracasso escolar.In.: ALMEIDA,Laurinda R.,PLACCO,Vera Mª N. de S. O Coordenador Pedagógico e questões da contemporaneidade.São Paulo:Edições Loyola,2006.

ALMEIDA,Laurinda R.O relacionamento interpessoal na coordenação pedagógica.In.:ALMEIDA,Laurinda R.,PLACCO,Vera Mª N. de S. O coordenador pedagógico e o espaço de mudança.São Paulo:Edições Loyola,2003.

CLEMENTI,Nilba.A voz dos outros e a nossa voz.In.:ALMEIDA,Laurinda R.,PLACCO,Vera Mª N. de S. O coordenador pedagógico e o espaço de mudança.São Paulo:Edições Loyola,2003.

REIS,Fátima.Disponível em:www.webartigos.com.Acesso em:20/08/2008

SILVA,Moacyr da.O coordenador pedagógico e a questão da participação nos órgãos colegiados.In.:ALMEIDA,Laurinda R.,PLACCO,Vera Mª N. de S.O Coordenador Pedagógico e questões da contemporaneidade.São Paulo:Edições Loyola,2006.


sábado, 23 de agosto de 2014

Reunião de Pais e Mestres


A reunião de pais é um momento importantíssimo para a criação do elo entre a família e a escola. Porém, para que este momento não seja cansativo e desgastante, faz-se necessário prepará-la com cuidado. É imprescindível que a escola proponha reuniões periódicas, com o objetivo de alinhar suas ações e envolver os pais nessa caminhada.

video
Sugiro esse vídeo para reflexão no início da reunião. Já utilizei e fiquei feliz pelo seu impacto e sensibilização.

COMO MOTIVAR OS ALUNOS PARA A APRENDIZAGEM

ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS PARA MOTIVAR OS ALUNOS PARA A  APRENDIZAGEM 

O professor na sala de aula é um líder, pois procura influenciar os seus alunos para que estes se interessem pelas aulas, estejam atentos, participem, apresentem comportamentos adequados e obtenham bons resultados.
Para isso, (ABREU, 1996; CARRASCO e BAIGNOL, 1993; JESUS, 1996B; LENS e DECRUYENAERE, 1991), sugerem  ao professor:
• manifestar-se entusiasmado pelas atividades realizadas com os alunos, constituindo um modelo ou exemplo de motivação para eles;
• Explicar, logo no início do ano letivo, o “porquê?” da sequência dos conteúdos programáticos da disciplina que leciona, levando os alunos a aperceberem-se da coerência interna entre as matérias a aprender e a adquirirem uma perspectiva global dessas aprendizagens;   
• explicitar o “para quê?” das matérias do programada disciplina que leciona, em termos da sua ligação à realidade fora da escola e da sua relevância para o futuro dos alunos;
• salientar as vantagens que poderão advir para a vida futura dos alunos se estudarem, comparativamente às desvantagens se não estudarem, embora atualmente haja uma grande incerteza quanto às possibilidades de concretização dos projetos pessoais;
• procurar saber quais são os interesses dos alunos e o nome próprio de cada um deles;
• utilizar recompensas exteriores ao gosto e à competência que a realização das próprias tarefas poderiam proporcionar, indo ao encontro dos interesses dos alunos, apenas no início do processo de ensino-aprendizagem e quando os alunos apresentam uma motivação muito baixa;
• deixar os alunos participarem na escolha dos projetos e tarefas escolares, sempre que possível;
• criar situações em que os alunos tenham um papel ativo na construção do seu próprio saber (de acordo com o provérbio “se ouço esqueço, se vejo lembro, se faço aprendo”); Ex.: (promover o trabalho em equipe na sala de aula de modo que os alunos produzam evitando aulas somente expositivas.)
• aproveitar as diferenças individuais na sala de aula, levando os alunos mais motivados, com mais conhecimentos ou que já compreenderam as explicações do professor a apresentarem os conteúdos aos outros alunos com mais dificuldades, contribuindo para uma maior compreensão e retenção da matéria por parte de todos.
 • incentivar diretamente a participação dos alunos menos participativos, através de “pequenas” responsabilidades que lhes possam permitir serem bem sucedidos; (favorecer a oralidade dos alunos.)
• fomentar o desenvolvimento pessoal e social dos alunos, através de estratégias de trabalho individual e de trabalho de grupo; (Ex.: produção de textos pela turma partindo da temática de um projeto trabalhado, independentemente da disciplina ser ou não língua portuguesa.)
• utilizar metodologias de ensino diversificadas e que tornem a explicação das matérias mais clara, compreensível e interessante para os alunos; Ex.: ( Utilizar slides em powerpoint com imagens que possam relacionar o conteúdo com a realidade dos alunos, vídeos, cartazes, músicas, etc.);
• estabelecer as relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos anteriores; ( Ex.: propor desafios para que os alunos respondam individualmente, ou por equipe, com base em pesquisas extra-classe. Lembrando que esta pesquisa deve ser orientada pelo professor, com um roteiro. Portanto, o aluno deve seguí-lo sem fugir do objetivo, isso evita “cópias”. Além disso, o professor estimulará a capacidade de sintetizar textos a partir das ideais principais.)   
• partir de situações ou acontecimentos da atualidade ou da realidade circundante para ensinar as matérias aos alunos;
• criar situações de aprendizagem significativas para os alunos, contribuindo para uma retenção das aprendizagens a médio/longo prazo; ( Ex.: a realização de seminários, nos quais os alunos exporão oralmente, (“sem ler no papel”), os conteúdos pesquisados.
• evitar levar o aluno a estudar apenas na perspectiva do curto prazo porque vão ser avaliados;
• diminuir o significado ansiógeno dos testes de avaliação, contribuindo para o potencializar das qualidades dos alunos, para um maior empenho destes noutras tarefas escolares e uma menor ansiedade face às provas de avaliação; Ex.: ( Preparar psicologicamente os alunos para as avaliações externas).  
• proporcionar vários momentos de avaliação formativa aos alunos, levando-os a sentirem satisfação por aquilo que já conseguiram aprender e motivação para aprenderem as matérias seguintes; Ex.: (Isso ajudará no conselho de classe).
• reconhecer o progresso escolar dos alunos, comparando os seus conhecimentos atuais com os seus conhecimentos anteriores, levando-os a percepcionar as melhorias ocorridas e a acreditar na possibilidade de ainda poderem melhorar mais os seus desempenhos se se esforçarem;
• ter confiança e otimismo nas capacidades dos alunos para a realização das tarefas escolares, explicitando-o verbalmente; aumentando a sua autoconfiança, nível de excelência e “brio” na realização escolar;
• promover a realização de tarefas de um nível de dificuldade intermediário aos alunos, pois as tarefas demasiado fáceis ou demasiado difíceis não fomentam o envolvimento do aluno, nem a percepção de competência pessoal na sua realização;
• levar os alunos a atribuir os seus fracassos a causas instáveis (por exemplo, falta de esforço) e não a causas estáveis (por exemplo, falta de capacidade), de forma a que aumentem as expectativas de sucesso e o empenho em situações futuras;
• Desmistificar crenças inadequadas sobre os resultados escolares que os alunos possuam e que possam  contribuir para um menor esforço ou empenho nas atividades de estudo (por exemplo, “o professor não gosta de mim e, logo, não vou conseguir obter boa nota”);
• ajudar os alunos a aproveitarem o esforço dispendido nas tarefas de aprendizagem, através do desenvolvimento de competências de estudo, pois “mais vale estudar pouco e bem do que muito mas, mal. (Orientar os alunos a terem horário  definido de estudos, todos os dias, em local silencioso.)
Trecho adaptado do artigo disponível em:
http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/2753/2101

sábado, 2 de agosto de 2014

O papel do professor na construção da cidadania

Por Gabriel Chalita 

Desde os primórdios da cultura grega, o professor encontra-se em uma posição de importância vital para o amadurecimento da sociedade e para a difusão da cultura. As escolas de Sócrates, Platão e Aristóteles demonstram a habilidade que tinham os pensadores para discutir os elementos mais fundamentais da natureza humana. Sabiam o que era importante, porque viviam da reflexão.
No processo de desenvolvimento das habilidades cognitiva, social e emocional dos alunos, o professor deve levá-los a refletir acerca de questões condizentes com os problemas enfrentados no dia a dia. O grande desafio do educador é estimular e convencer o educando a valorizar o bem comum, a boa convivência, a responsabilidade partilhada. O acesso à informação e à educação conduz à prática da cidadania.
O cidadão consciente respeita os espaços e as pessoas. A educação para a ética prepara o ser humano para o equilíbrio de aceitar que não devem prevalecer as vontades individuais; a cidadania, afinal, não é um direito solitário – é a arte da convivência social.
Eis o princípio básico da construção da cidadania: educar para a convivência pacífica, feliz. Educar para o respeito, para a troca de experiências, para o exemplo no trato com o outro e consigo mesmo. Educar para que todas as vicissitudes da vida sejam enfrentadas com galhardia.
A responsabilidade de formar indivíduos que respeitem os direitos e os deveres de cada um e de todos não é, obviamente, apenas da escola. No entanto, o professor tem de dar o exemplo – e o aluno precisa ter limites, ciente de que liberdade não significa permissividade. Esses limites devem ser entendidos como necessários e provenientes da autoridade do professor, para que ele exerça com liderança e com competência seu mister. Também não é admissível que o mestre se valha de gracejos preconceituosos, e faz-se fundamental que utilize o tom adequado ao dirigir-se aos alunos.
Na construção da cidadania, urge que o professor utilize métodos e traga à baila discussões que despertem o interesse dos alunos. As novas tecnologias empregadas pedagogicamente estão à disposição do educador. Da internet à sucata, muito se pode utilizar para envolver o aluno e discutir aspectos contemporâneos que se relacionem com sua capacidade de melhor conviver em sociedade. Forma e conteúdo têm a mesma importância no ambiente educacional.
As práticas democráticas, o envolvimento efetivo dos alunos no processo de aprendizagem, a união entre conhecimento e reflexão conduzem à educação libertadora. Não se pode ensinar a importância da liberdade sem permitir que o aluno seja livre. Do mesmo modo, iniciativas de professores que busquem tornar mais rica sua função social de educar devem ser incentivadas.
Na obra Pedagogia da autonomia, Paulo Freire fala-nos do “sonho viável”, que só pode ser conquistado por meio da educação libertadora. O autor trata da necessidade de o professor avaliar constantemente seu trabalho, o que nos remete, mais uma vez, à reflexão cotidiana: “O sonho viável exige de mim pensar diariamente a minha prática; exige de mim a descoberta, a descoberta constante dos limites da minha própria prática, que significa perceber e demarcar a existência do que eu chamo de espaços livres a serem preenchidos. (...) A questão do sonho possível tem a ver exatamente com a educação libertadora, não com a educação domesticadora”.



Texto publicado na edição de julho de 2012 da revista Profissão Mestre.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

FÉRIAS: Educação em todo lugar


Aprendemos coisas novas a todo momento. As férias podem ser uma ótima temporada pra descobertas.


Foto: Omar Paixão
Criança e pai pedalando
"Não é só indo na escola que se aprende. Crianças e jovens podem aprender com avós, tios e até mesmo entre eles"

Não é só na escola que descobrimos coisas novas. O aprendizado pode acontecer em qualquer lugar e não é necessariamente algo chato ou metódico. Em linhas gerais, aprender significa colocar em prática um novo conhecimento, seja uma receita de bolo, seja o nome de uma árvore, seja uma música ou seja um conceito de física. "Em geral, o aprendizado acontece da seguinte maneira: observamos algo desconhecido, manipulamos, organizamos, classificamos e utilizamos esse conhecimento em situações novas", explica Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da faculdade de Educação da PUC-SP.

Por meio de uma brincadeira, por exemplo, a criança pode aprender habilidades sociais que serão fundamentais na vida adulta. "Na brincadeira a criança fica ativa tanto mentalmente quanto fisicamente. É uma forma de ela interagir, aprender a seguir regras, contestar e desenvolver autonomia", diz Maria Ângela, que também coordena o núcleo de cultura e estudos do brincar da PUC-SP. É por isso que, durante as férias, também é possível aprender muito - seja em viagens, seja em passeios na própria cidade, seja em casa: lendo um livro ou jogando cartas com os amigos. Em sala de aula, o aprendizado passa por um planejamento, fora dela acontece naturalmente, é absolutamente informal, mas não menos importante. "Não é só indo na escola que se aprende. Crianças e jovens podem aprender com avós, tios e até mesmo entre eles", diz a professora.

Os pais, por sua vez, têm um papel fundamental na aprendizagem dos filhos. "Ouvir músicas juntos, ler livros, andar de bicicleta, além de ensinar, estabelece vínculos maiores entre pais e filhos", diz Maria Ângela Barbato Carneiro. Dependendo da abordagem usada pelos pais, uma visita ao museu pode ser muito divertida. "Não podemos adotar um discurso chato e professoral na hora de levar crianças e jovens a cinemas, museus e teatros. É preciso associar esses programas ao lazer", diz Verônica Dias, professora de cinema e televisão da PUC. O segredo é respeitar o tempo do jovem e da criança.

À medida que o jovem vai criando um repertório, é legal oferecer mais diversidade, sem forçar nada, é claro. Se ele só comer arroz e feijão não saberá que gosta de macarrão. A única maneira de alguém descobrir se gosta de uma atividade é experimentando. "As pessoas só se interessam por aquilo que têm contato. A criança e o jovem não vão gostar de livros, museus e filmes se não forem apresentados a esse universo", diz Verônica Dias, professora de cinema e televisão da PUC.

Mas espera aí? Férias não são para descansar? O descanso não é importante para a mente relaxar e ficar pronta para novos conteúdos? "Sim, a criança nas férias também tem de brincar, ficar em casa e com os amigos", diz Luciana Fevorini, coordenadora pedagógica do ensino fundamental e médio do Colégio Equipe. Mas há crianças que têm energia demais pra ficarem paradas. O mais importante nesse período é não forçar a nada e deixá-las escolher o que vão fazer. Dessa maneira, elas poderão aproveitar e aprender mais.

Leia também o hotsite Férias no Museu
Para ler, clique nos itens abaixo:
Como se divertir e aprender em casa
Para afastar seu filho de um mês em frente à TV a receita são os jogos e as brincadeiras. Jogos de cartas e de tabuleiros são divertidos e podem ensinar muita coisa. "Você estimula o raciocínio, mas também aprende a lidar com regras, dificuldade, interagir com os outros e até a perder", diz Luciana Fevorini. Muita gente acha que brincadeira só serve pra divertir, o que é um erro. Na infância, as brincadeiras são uma das principais fontes de aprendizado. "Nelas as crianças podem errar e tentar de novo sem se frustrar. É uma forma dela interagir, aprender a seguir regras, contestar e se expressar", diz Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da faculdade de Educação da PUC-SP DICA: Procure conversar com seu filho sobre o que ele brincou no dia. Dê asas à imaginação dele e estimule coisas novas.
Como se divertir e aprender no parque
O espaço dos parques é propício pra brincar, praticar esportes e conhecer a natureza. Exercitar-se, principalmente na infância, também é um aprendizado. Por meio de atividades físicas pode-se desenvolver autonomia, respeito pelo outro e até mesmo a criatividade, como mostra a reportagem "O que se aprende com a Educação Física". Além disso, é possível ter contato com animais e plantas e quase sempre se encontra informações sobre as diversas formas de vida ali presentes. Alguns parques, como o Ibirapuera em São Paulo, também têm espaços para exposições de artes e auditórios para shows e eventos. DICA: Qualquer parque pode ser interessante, até mesmo os pequenos. O importante é seu filho se sentir à vontade. Em parques muito movimentados, os melhores dias pra visitar são durante a semana.
Como se divertir e aprender no museu
Quando pensamos em museus costumamos imaginar corredores longos e sérios cheios de quadros e estátuas. Verdadeiros depósitos do conhecimento. Porém, vale lembrar que nem todo museu é chato. Muitos têm seções especiais pra crianças, profissionais preparados para promover visitas guiadas e exposições interativas e curiosas. O museu Catavento, em São Paulo, por exemplo, faz de sua "exposição" uma verdadeira aventura. Explora o universo da ciência com recursos audiovisuais e tecnologia. Em uma das salas, por exemplo, por meio de óculos especiais, é possível visualizar os malefícios causados por drogas. E até mesmo em museus mais conservadores é possível se divertir. O bacana é incentivar a criança ou o jovem a procurar em uma obra elementos que despertem a atenção dele. "Um cachorro vermelho em um quadro pode ser incrível pra uma criança e estimular a criatividade dela. Tudo pode ser interessante dependendo do jeito que a gente olha", diz Verônica Dias. DICA: Experimente propor uma gincana em busca de imagens que despertem a atenção da garotada. Não custa lembrar que para a visita ficar mais legal, é preciso respeitar o tempo e o interesse das crianças e jovens - e também dos pais, é claro. Leia também o hotsite "Férias no Museu"
Como se divertir e aprender no planetário
A tecnologia dos planetários permite explicar de forma lúdica e visual o funcionamento dos astros, planetas e demais elementos que compõe o universo. Dificilmente uma aula consegue ser tão informativa e lúdica. "Toda a questão do funcionamento dos astros, do sistema solar, do funcionamento do dia e da noite, fenômenos que são estudados em sala de aula, fica muito mais impactante", explica Luciana Fevorini. DICA: Depois da visita, tire uma noite pra observar o céu com seu filho e tentar identificar ao vivo o que foi visto no planetário.
Como se divertir e aprender no cinema
Filmes reúnem entretenimento e reflexão: fazem-nos pensar e nos emocionam. E, muito frequentemente, despertam o interesse por assuntos históricos, sociais e filosóficos que jamais haviam passado por nossas cabeças. Ir ao cinema pode ser ainda mais enriquecedor. "Sentar pra assistir a um filme numa sala escura, com uma tela grande, em silêncio, sem interferências, cria um 'estado de cinema' que torna a experiência mais interessante. Alguém acostumado a ver filmes apenas pela televisão, cortado por comerciais, pode se deslumbrar no cinema", diz Verônica Dias, professora de cinema e televisão da PUC. DICA: Até mesmo um filme comercial pode ensinar boas lições. O importante é pensar sobre o que foi visto. Procure discutir com seu filho sobre os temas de um filme e a forma como eles foram mostrados. Leia também: "Assistir para Entender"
Como se divertir e aprender no teatro
O aprendizado com o teatro se assemelha, em alguns aspectos, com o do cinema. Mas pode ser ainda mais impactante pela proximidade entre a plateia e os atores. Assistindo a uma peça, somos convidados a interagir e experimentamos a obra com maior intensidade. "O teatro convida a criança a cantar, a responder perguntas e a chegar perto dos atores", diz Luciana Fevorini, coordenadora do Colégio Equipe. DICA: Quanto mais próximo você se sentar do palco, maior a chance de você participar da peça. Se seu filho gostar desse tipo de envolvimento, procure sentar nas primeiras fileiras.
Como se divertir e aprender na biblioteca
Livros aumentam nosso repertório, expandem nosso universo. Por meio da leitura pensamos sobre nós mesmos, a realidade e nossa condição no mundo. E aumentamos nossa sensibilidade estética. "A literatura, assim como as outras artes, abre nossos horizontes. Por meio dela pensamos sobre a vida, sobre a realidade, ampliamos nosso repertório e desenvolvemos sensibilidade estética". Todo esse universo pode ser encontrado em Bibliotecas, que costumam ser gratuitas e permanecem abertas durante as férias. Além dos livros, muitas contam com acervos de vídeos, DVDs, gibis, histórias em quadrinhos, e rodas de contação de histórias para crianças. DICA: Para aproveitar ainda mais uma visita à biblioteca, procure saber a programação do dia e escolha seu programa favorito. Leia também: "Os segredos das melhores bibliotecas"
Como se divertir e aprender na própria escola
Para os pais que não podem passar o dia com os filhos por estarem no trabalho existem algumas opções. Além de museus e parques gratuitos, cidades de todo o país contam com programas recreativos e educativos durante as férias. Muitas escolas, no período das férias, transformam o espaço em uma espécie de acantonamento aonde as crianças vêm e exercem atividades lúdicas. É o caso do "Brincando nas Férias", projeto destinado às crianças de escolas municipais de Guarulhos (SP). Há quatro anos a EPG Carlos Drummond de Andrade recebe a equipe de professores e monitores do "Brincando" no período das férias. Para a diretora Maria de Deus Giannatasio, os alunos que participam voltam às aulas mais bem preparados. "As atividades físicas e culturais deixam os alunos mais atentos e sensíveis. Eles ficam mais sociáveis e mais aptos ao aprendizado", diz a diretora. Outras cidades que têm projetos semelhantes são: Recife, Olinda, São Paulo, Natal e Curitiba. DICA: Pergunte em sua escola se ela vai promover algum tipo de atividade durante as férias. Se não tiver nada programado, dê a ideia. Um bom lugar pra se informar também pode ser a prefeitura de sua cidade.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O PERFIL DE UM DIRETOR DE ESCOLA

O PERFIL DE UM DIRETOR DE ESCOLA
William Pereira da Silva



O perfil é a descrição de uma pessoa em traços mais ou menos rápidos. Todo mundo tem seu perfil, cada profissional tem suas característica próprias para atuar no seu campo de trabalho, neste tratado vamos mostrar como deveria ser o perfil de um diretor de escola para conseguirmos realizar um parâmetro com os diretores que atuam nas gestões das atuais diretorias das escolas que atuamos.
O gestor público, o Diretor de Escola tem de agregar um perfil profissional que lhe possibilitem várias características pessoais e funcionais dignas ao cargo trazendo para comunidade escolar qualidade no funcionamento do estabelecimento que dirige. Um bom diretor deve observar pesquisar e refletir sobre o cotidiano escolar de forma a aprimorá-lo conscientemente, compreender os fatores políticos e sociais que interferem no cotidiano escolar para promover a integração com a comunidade construindo relações de cooperação que favoreçam a formação de redes de apoio e a aprendizagem recíproca; propor e planejar ações que, voltadas para o contexto sócio-econômico e cultural do entorno escolar, incorporem as demandas e os anseios da comunidade local aos propósitos pedagógicos da escola; valorizar a gestão participativa como forma de fortalecimento institucional e de melhoria dos resultados de aprendizagem dos alunos; articular e executar as políticas educacionais, na qualidade de líder e mediador entre essas políticas e a proposta pedagógica da escola, construída no coletivo da comunidade escolar; reconhecer a importância das ações de formação continuada para o aprimoramento dos profissionais que atuam na escola, criando espaços que favoreçam o desenvolvimento dessas ações; cuidar para que as ações de formação continuada se traduzam efetivamente em contribuição ao enriquecimento da prática pedagógica em sala de aula;acompanhar e avaliar o desenvolvimento da proposta pedagógica e os indicadores de aprendizagem com vistas à melhoria do desempenho da escola, compreender os princípios e diretrizes da administração pública e incorporá-los à prática gestora no cotidiano da administração escolar.
O Diretor deverá ter competências e habilidade também para; compreender a natureza, a organização e o funcionamento da educação escolar, suas relações com o contexto histórico-social e com o desenvolvimento humano, bem como a gestão do sistema escolar, seus níveis e modalidades de ensino; apropriar-se dos fundamentos e das teorias do processo de ensino e de aprendizagem; relacionar princípios, teorias e normas legais a situações reais, interpretando e aplicando a legislação de ensino a favor da população escolar, identificar e avaliar criticamente os impactos de diretrizes e medidas educacionais, objetivando tomada de decisão, com vistas à garantia de uma educação plena; comunicar-se com clareza, em diferentes situações, com diferentes interlocutores, utilizando as linguagens e as tecnologias próprias; socializar informações e conhecimentos na busca do diálogo permanente com a comunidade intra e extra-escolar; estimular a participação dos colegiados e instituições escolares, promovendo o envolvimento e a participação efetiva de todos como fator de desenvolvimento da autonomia da escola, compreender, valorizar e implementar o trabalho coletivo, reconhecendo e respeitando as diferenças pessoais e as contribuições de todos participantes.incorporar à sua prática valores, atitudes e sentido de justiça, que possibilitem seu desenvolvimento pessoal e aprimoramento profissional, bem como do grupo que lidera; elaborar de forma participativa os planos de aplicação dos recursos físicos e financeiros, vinculados à proposta pedagógica da escola; responsabilizar-se pela administração de pessoal, de recursos materiais e financeiros e do patrimônio escolar com transparência nos procedimentos administrativos, garantindo a legalidade, a publicidade e a autenticidade das ações e dos documentos escolares; fortalecer o vínculo com a comunidade local, buscando estabelecer, com outras instituições e lideranças comunitárias, parcerias que promovam o enriquecimento do trabalho da escola e da comunidade em que ela se insere. (drhu.edunet.sp.gov.br/eventos/arquivos/Bibliografia_Diretor_2006.doc -)
Faça um comparativo do seu diretor com as características descritas avaliando seu desempenho na sua escola. Creio que são poucos que conseguem aplicar ao menos cinqüenta por cento do perfil apresentado, muitos deles não chegam a cinco por cento, alguns um por cento, olhe lá. Nós professores temos de avaliar nossa posição em relação às eleições na gestão democrática para ter a coragem e a dignidade de eleger diretores competentes capazes de elevar o nível da educação, geralmente preferimos a omissão e deixar incompetentes assumir cargos que pessoas honestas e eficientes deveriam estar ocupando, o medo e a submissão não podem mais fazer parte da educação nas escolas, ora se os professores são acomodados e indiferentes imagem como serão seus alunos e o resto da comunidade escolar.

GESTOR ESCOLAR

A escola, organização social bastante complexa, exige dos gestores, do Conselho Escolar, da comunidade escolar e da sociedade, importantes papeis e responsabilidades.

O gestor – cidadão e educador – é a pessoa de maior importância e de maior influência individual numa escola. Ele é o responsável por todas as atividades na escola e as que ocorrem ao seu redor e afetam diretamente o trabalho escolar. É a sua liderança que dá o tom das atividades escolares, que cria o clima para a aprendizagem, o nível de profissionalismo e a atitude dos professores e dos alunos, bem como a credibilidade junto à comunidade, por ser o principal elo entre esses elementos. Sua atuação determina, em grande parte, as características de uma gestão democrática ou individualista e autoritária.

Dentro desse contexto, o desenvolvimento da gestão escolar enfrenta, como um dos principais desafios, a profissionalização fundamental para a qualidade do processo educativo. Trata-se, em primeiro lugar, de promover um novo tipo de liderança, motivada pela capacidade de diálogo, que alie uma sólida base conceitual e prática sobre gestão da educação, trabalhe com as diferenças, medie avanços e conflitos, facilite a integração entre segmentos da comunidade e as representações sociais e, sobretudo, tome decisões que visem a melhoria e elevação dos padrões dos resultados da aprendizagem dos alunos, em direção à gestão democrática.

Assim, o gestor escolar deve ser um profissional com consciência crítica do trabalho que desenvolve, que realize planejamento, através de ações participativas e coletivas em que a avaliação dos resultados envolva todos os responsáveis pelo processo de ensino. Esta forma de gerir possibilita uma permanente reflexão sobre as metas da escola, enquanto instituição de ensino, comprometida com os resultados da aprendizagem.
O que faz e o que pensa o gestor escolar?

Cinthia Rodrigues (novaescola@atleitor.com.br)

Os diretores de escolas públicas no Brasil trabalham aproximadamente dez horas por dia. Eles têm, em média, 46 anos de idade - e menos de oito no exercício da função. Em seu cotidiano, as prioridades da agenda são cuidar da infraestrutura, conferir a merenda, vigiar o comportamento dos alunos, atender os pais, receber as crianças na porta, participar de reuniões com as secretarias de Educação e providenciar material. Sobra pouco tempo para conversar com professores, prestar atenção nas aulas e buscar a melhoria do ensino, a meta essencial da escola.

Essas são as principais conclusões de uma pesquisa inédita realizada pelo Ibope entre maio e junho deste ano, a pedido da Fundação Victor Civita. Foram ouvidos 400 diretores de escolas públicas em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo. Cada entrevista durou cerca de 50 minutos e abordou desde características pessoais até a relação com as redes de ensino e com as equipes dentro das escolas. Nesta reportagem, você vai conhecer um pouco mais do perfil desses profissionais, com base em sete aspectos:
- rotina de trabalho,
- formação inicial e continuada,
- responsabilidades pedagógicas,
- autonomia na função,
- relação com as políticas públicas,
- perspectivas para a Educação
- formas de seleção para o cargo.

No dia a dia, os diretores passam muito tempo cuidando de tarefas administrativas - e pouco tempo com questões pedagógicas. Segundo a pesquisa, 90% verificam a produção da merenda todos os dias. O mesmo vale para a supervisão dos serviços de limpeza (84%), o fornecimento de lápis e papel (63%) e a conferência das condições das carteiras (58%). Ainda entre as tarefas que são desempenhadas diariamente, 92% afirmam dedicar tempo para atender pais, 74% para receber os alunos na porta e 89% para observar o relacionamento entre os funcionários e a comunidade. Porém 50% não acompanham as reuniões semanais entre os professores e a coordenação pedagógica. E 25% reconhecem que nunca olham os cadernos dos estudantes para verificar a evolução da aprendizagem.

Uma parte dos diretores ouvidos reconhece que tem negligenciado as atividades pedagógicas, mas a maioria aprova a rotina que adota. Para Maria Luiza Alessio, diretora de Fortalecimento Institucional e Gestão da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), o gestor que cuida apenas de administração e infraestrutura esquece que isso só faz sentido quando utilizado como meio para melhorar o desempenho das turmas. "É por isso que à frente de quase todas as unidades há diretores que foram professores e deveriam se lembrar da importância do trabalho de sala de aula", afirma.
45% tratam de questões burocráticas e de orçamento todos os dias.
Isso mostra que, em vez de prevenir, eles remediam e acabam comprometendo cada vez mais tempo com questões sem ligação direta com o pedagógico.
Formação e responsabilidade

Questionados sobre a formação, os diretores apontam uma preocupante contradição: 93% acham que sua primeira formação foi boa ou excelente, mas só 15% consideram que o curso (Pedagogia ou licenciatura numa das disciplinas do Ensino Fundamental) os preparou para o exercício da função de diretor. Ou seja, a faculdade é boa, mas não serve para o que acontece nas escolas... Talvez por isso os cursos específicos de gestão escolar oferecidos pelas redes públicas sejam tão bem avaliados: 89% dos diretores dizem que essas atividades colaboraram muito para a melhoria de seu trabalho.
89% dizem que os cursos de gestão escolar oferecidos pelas redes contribuíram muito para melhorar seu trabalho na escola.
O número reforça a forte demanda dos diretores por aulas de como gerir uma unidade escolar, que não são dadas em sua formação inicial de educador.
Outra contradição aparece quando os diretores são questionados sobre quem é o responsável pelas notas baixas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Pela ordem, os "culpados" são o governo (48%), a comunidade (16%) e o professor (13%). O aluno, que é vítima do mau ensino, aparece com 9% das citações. Em seguida, vem a escola, com 7%. E o próprio diretor, o que ele tem a ver com o mau desempenho dos estudantes? Só 2% dos consultados acham que têm responsabilidade nisso. Numa visão distorcida, se veem como "importantes para a aprendizagem" (66%), mas não se colocam em cena quando o ensino fracassa.
Quem é o responsável
A maioria diz que a responsabilidade pela nota baixa no Ideb é do governo e o diretor aparece como o menos responsável
Quem é o responsável
O mesmo vale para a questão da autonomia no dia a dia. Diante de múltiplas opções, 57% afirmaram que, se pudessem ter mais poder na condução da escola, melhorariam as condições do prédio. Outros 53% escolheram mais liberdade para contratar ou demitir professores. E os aspectos pedagógicos simplesmente inexistem, segundo a pesquisa do Ibope.
57% escolheriam melhorar as condições do prédio se tivessem mais autonomia sobre a escola.
A opção por investimentos estruturais foi a que mais apareceu e mostra a percepção dos diretores de que as reformas e ampliações das escolas são insuficientes.
Políticas públicas e a Educação

Apesar de culparem o governo pelos maus resultados no Ideb, os diretores reconhecem avanços na política educacional. Questionados sobre os principais avanços nos últimos dez anos, as respostas (espontâneas) mais citadas foram: a oferta de cursos de formação em serviço (30%), o surgimento das avaliações externas (22%), a distribuição de materiais didáticos (22%), a compra de equipamentos (17%) e a criação do Bolsa Família (13%).

Graças a isso, os diretores brasileiros têm uma visão razoavelmente otimista sobre a Educação - hoje e, sobretudo, no futuro. Para 13%, a situação atual é boa - 53% opinam que é regular, 24% que é ruim, e 9%, péssima. E como estará o país daqui a dez anos nesse setor? Os gestores preveem um cenário ainda mais animador: 6% acham que o sistema educacional estará excelente, 58% bom, 24% regular, 5% ruim e 7% péssimo. "A princípio, esses números chegam a causar estranheza, diante de tantos problemas no dia a dia das escolas. Mas provavelmente os diretores fazem comparações com a realidade dos anos 1980 e 1990, quando as escolas recebiam muito menos ferramentas e formação de parte dos governos", acredita Adriana Cancella Duarte, do Departamento Escolar da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Visão otimista
A maioria vê a situação atual da Educação no Brasil como regular e acha que daqui a dez anos ela estará boa ou até excelente.
Visão otimista
Seleção para o cargo

Finalmente, as formas de seleção para ocupar o cargo de diretor escolar também fizeram parte do levantamento encomendado pela Fundação Victor Civita ao Ibope. A eleição para diretor passou a ser (nas cidades pesquisadas) a principal forma de seleção para o cargo: 45% dos ouvidos foram eleitos, ante 25% que fizeram concurso público específico para a função e 21% nomeados ou indicados pelo secretário de Educação. Outros 5% afirmaram que passaram por uma seleção técnica e 4% por sistemas mistos, como um concurso prévio que seleciona aqueles que podem ser nomeados.

Em seguida, perguntou-se qual é a melhor forma de contratação de um diretor. E, para 49% dos entrevistados, é a eleição, principalmente porque ela garante o respaldo da comunidade e porque a pressão política é menor. Na opinião de 35%, o caminho deveria ser o concurso público, enquanto a nomeação foi apontada por apenas 5% do total (ou seja, nem mesmo os atuais indicados reconhecem que essa é uma boa forma de escolha).